Antes de falar de tecnologia, uma convicção.
Psicoterapia é um processo humano.
Ela exige vínculo, presença, responsabilidade, julgamento ético e compreensão da singularidade de cada pessoa. Nenhuma conversa automatizada substitui essa relação.
A Eita parte dessa convicção.
Não queremos criar uma psicóloga artificial. Queremos construir uma ferramenta educativa que ajude pessoas a ampliar seu repertório emocional, observar o que vivem e se preparar para procurar ou conversar com quem pode oferecer cuidado profissional.
Não estamos automatizando a Psicologia. Estamos criando novas pontes até ela.
As pessoas já levam suas questões emocionais para a IA.
Fingir que esse comportamento não existe não o torna mais seguro.
Em 2025, uma pesquisa nacional da Fundação Itaú e do Datafolha mostrou que 45% dos entrevistados já haviam usado alguma ferramenta de inteligência artificial em situações emocionais ou relacionadas à saúde mental.
Na maioria dos casos, essas conversas acontecem em ferramentas generalistas, que não foram desenhadas especificamente para psicoeducação, não conhecem os limites da atuação profissional e podem gerar respostas inadequadas para situações sensíveis.
dos entrevistados já haviam usado IA em alguma situação emocional ou relacionada à saúde mental.
Fundação Itaú e Datafolha, 2025. Pesquisa com 2.798 pessoas a partir de 16 anos.
dos adultos apresentavam sintomas depressivos clinicamente relevantes na PNS 2019.
das pessoas desse grupo não recebiam tratamento.
Esses números não provam que uma IA possa tratar sofrimento psicológico, e não devem ser usados para isso.
Eles mostram que existe uma combinação de alta demanda, barreiras de acesso e procura espontânea por canais disponíveis. A resposta responsável não é apresentar uma IA como terapia. É construir ferramentas com propósito delimitado, encaminhamento para ajuda humana e transparência sobre aquilo que não podem fazer.
Se as pessoas já conversam com a IA sobre emoções, precisamos oferecer mais educação, mais limites e mais caminhos para o cuidado humano.
Psicoeducação é o coração da Eita.
Psicoeducação é ampliar o repertório de uma pessoa para que ela possa reconhecer emoções, compreender conceitos, observar padrões e participar de forma mais consciente do próprio cuidado.
Psicoeducar não é dizer a uma pessoa “o que ela tem”. É oferecer linguagem, referências e perguntas que a ajudem a perceber o que está vivendo, sem transformar toda emoção em sintoma e sem substituir uma avaliação profissional.
A Eita usa a conversa como uma forma acessível de educação emocional. Ela não ocupa o lugar de quem interpreta clinicamente, constrói uma hipótese diagnóstica ou conduz um tratamento.
Dar nome ao que sentimos pode ser o início de uma conversa mais consciente.
A Eita ajuda a pessoa a conhecer diferentes emoções e a ampliar o vocabulário que utiliza para falar de si.
Uma experiência registrada hoje pode ser diferente da lembrança reconstruída uma semana depois.
A Eita oferece um espaço para registrar acontecimentos, pensamentos e sentimentos quando eles ainda estão próximos.
A pessoa organiza sua experiência. O significado clínico continua sendo construído com o profissional.
A Eita pode estruturar um relato, mas não determina diagnósticos, causas ou condutas.
Autoconhecimento também pode ajudar alguém a perceber que não precisa lidar com tudo sozinho.
Quando uma situação pede ajuda especializada, a Eita deve incentivar a busca por profissionais e serviços adequados.
Mais repertório para a pessoa. Mais contexto para a conversa. A mesma centralidade humana no cuidado.
A Eita pode estar antes, entre e ao lado do cuidado profissional.
Antes do cuidado profissional
A Eita pode ajudar uma pessoa a conhecer conceitos, organizar suas dúvidas e perceber quando é importante procurar ajuda qualificada.
Ela não deve funcionar como uma barreira ou como uma etapa obrigatória antes do atendimento.
Entre os encontros
A pessoa pode registrar acontecimentos, emoções e dúvidas ao longo da semana, além de retomar práticas previamente combinadas com seu profissional.
A Eita não transforma o intervalo entre encontros em psicoterapia automatizada e não pressupõe acompanhamento humano em tempo real.
Ao lado do acompanhamento
Com autorização da pessoa, um resumo revisado por ela pode ser levado à sessão ou à consulta. O profissional decide se, quando e como utilizar esse material.
O resumo oferece contexto. A interpretação e as decisões permanecem sob responsabilidade humana.
A Eita não prolonga a sessão. Ela ajuda a pessoa a preservar aquilo que pode ser importante levar até ela.
O cuidado fica mais seguro quando os papéis não se confundem.
Educação emocional+
Apresenta conceitos e perguntas educativas
Contextualiza no processo profissional
Pode integrar ao plano de cuidado
Auto-observação+
Ajuda a registrar experiências
Ajuda a compreender significados e padrões
Relaciona informações ao acompanhamento médico
Avaliação+
Não realiza avaliação profissional
Realiza avaliação psicológica
Realiza avaliação médica
Diagnóstico+
Não diagnostica
Formula diagnóstico psicológico dentro de suas atribuições
Formula diagnóstico médico
Psicoterapia+
Não realiza
Conduz
Pode conduzir quando possui formação correspondente
Medicamentos+
Não recomenda, prescreve ou altera
Não prescreve
Prescreve e acompanha
Situações críticas+
Orienta a procurar ajuda humana
Avalia e maneja conforme o contexto profissional
Avalia e maneja clinicamente
Decisões sobre o cuidado+
Não toma decisões clínicas
Exerce julgamento técnico e ético
Exerce julgamento médico
Compartilhamento+
Organiza um resumo controlado pelo usuário
Recebe somente com autorização
Recebe somente com autorização
A tecnologia pode organizar informações. Somente profissionais podem assumir responsabilidade clínica por elas.
Da experiência cotidiana para uma conversa mais bem preparada.
Compartilhar é sempre uma escolha.
A pessoa pode usar a Eita sem compartilhar nenhuma conversa com um profissional. A recusa ou revogação dessa autorização não deve prejudicar seu acesso à ferramenta ou ao atendimento.
Um pacto começa pelo que nos comprometemos a não fazer.
Nosso Pacto com a Psicologia é um compromisso assumido pela Eita com profissionais, usuários e com a sociedade.
Ele existe para garantir que crescimento, conveniência ou inovação nunca sejam usados como justificativa para apagar limites éticos.
Não apresentaremos a IA como substituta do vínculo e do cuidado humano.
Psicoterapia, avaliação, diagnóstico, manejo clínico e decisões sobre tratamento permanecem com profissionais habilitados.
A Eita sempre será apresentada como uma inteligência artificial.
Ela utiliza linguagem conversacional, mas não possui consciência, sentimentos, empatia humana ou julgamento moral.
Manteremos clara a diferença entre educação emocional e intervenção clínica.
A Eita pode explicar, perguntar e ajudar a organizar. Não pode assumir o papel de terapeuta.
A Eita não será desenhada para manter uma pessoa afastada de profissionais.
Quando houver necessidade de cuidado especializado, a orientação será procurar ajuda humana qualificada.
A pessoa decide o que registrar, manter, excluir e compartilhar.
Nenhuma relação com um profissional deve transformar a Eita em um canal de vigilância.
Cada profissional decide se, quando e como integrar a ferramenta ao seu trabalho.
A Eita não determina abordagens, condutas, interpretações ou decisões clínicas.
Dados emocionais e de saúde exigem proteção reforçada, minimização e finalidade clara.
A Eita deve coletar apenas o necessário, explicar para que cada dado será usado e oferecer controles compreensíveis.
Não transformaremos potencial em promessa.
Benefícios serão apresentados de acordo com o nível real de evidência disponível. Resultados específicos da Eita dependerão de avaliação própria.
Uma ferramenta responsável nunca está definitivamente pronta.
Protocolos, respostas e riscos devem ser avaliados continuamente, com registro de incidentes e correções.
Críticas qualificadas não serão tratadas como resistência à inovação.
Psicólogos, psiquiatras, pesquisadores e usuários devem participar da evolução da Eita.
“Nosso Pacto com a Psicologia” é um compromisso institucional da Eita. Ele não representa endosso, parceria ou aprovação do Conselho Federal de Psicologia, dos Conselhos Regionais ou de qualquer outra entidade profissional.
A Eita não é um serviço de emergência.
Existem momentos em que informação e auto-observação não são suficientes.
Diante de risco imediato, pensamentos de suicídio, possibilidade de violência, perda importante de contato com a realidade ou qualquer situação em que a pessoa não se sinta segura, é necessário procurar ajuda humana.
A Eita pode orientar a busca por ajuda, mas não realiza avaliação de risco, intervenção de emergência ou acompanhamento humano em tempo real.
- Procure um serviço de urgência ou emergência.
- Ligue para o SAMU pelo número 192.
- Peça a presença de uma pessoa de confiança.
- Para apoio emocional, entre em contato com o CVV pelo número 188.
Diferenciamos potencial, evidência e prova.
Há evidências de que psicoeducação, práticas entre encontros, registros cotidianos e intervenções digitais podem contribuir para processos de cuidado.
Isso não significa que qualquer chatbot seja eficaz, que toda pessoa se beneficie ou que uma ferramenta digital produza os mesmos resultados de uma relação terapêutica. Também não significa que resultados encontrados em outros produtos possam ser atribuídos automaticamente à Eita.
O que a literatura sugere
- →Atividades estruturadas entre sessões podem contribuir para determinados processos psicoterapêuticos.
- →Registros próximos ao momento vivido podem oferecer informações diferentes das lembranças retrospectivas.
- →Intervenções digitais podem ampliar disponibilidade e conveniência.
- →Em situações de maior complexidade, a participação humana continua especialmente importante.
O que não afirmamos
- ×Que a Eita trata depressão ou ansiedade.
- ×Que a Eita produz os mesmos resultados de uma psicoterapia.
- ×Que seus resumos melhoram automaticamente os resultados clínicos.
- ×Que uma IA é capaz de substituir vínculo ou julgamento profissional.
- ×Que disponibilidade permanente equivale a cuidado permanente.
O que pretendemos avaliar
- Segurança das interações.
- Utilidade da psicoeducação.
- Qualidade e fidelidade dos registros.
- Adequação dos encaminhamentos.
- Experiência e autonomia dos usuários.
- Utilidade percebida pelos profissionais.
- Impacto sobre a preparação das sessões.
- Carga adicional ou redução de trabalho para o profissional.
Consultar referências e critériosabrir
A referência a pesquisas ou publicações de entidades profissionais não significa que essas entidades endossem a Eita.
Uma Eita que respeita a condução de cada profissional.
Estamos desenvolvendo um ambiente de integração entre a Eita e profissionais que acompanham seus usuários.
A proposta não é permitir vigilância contínua nem delegar condutas à tecnologia. É ajudar a pessoa a organizar aquilo que deseja levar para a sessão e oferecer ao profissional um ponto de partida mais claro, sempre mediante autorização.
Resumos preparados para a sessão
A pessoa revisa e escolhe quais acontecimentos, emoções ou dúvidas deseja compartilhar.
Continuidade das práticas combinadas
O profissional pode indicar atividades educativas ou perguntas para a pessoa retomar durante a semana.
Autonomia de abordagem
A plataforma não impõe uma linha teórica ou protocolo único. O profissional escolhe os recursos compatíveis com seu trabalho.
Sem monitoramento obrigatório
O profissional não precisa acompanhar conversas em tempo real e não assume disponibilidade permanente por utilizar a integração.
A Eita organiza o material. A pessoa escolhe o que compartilhar. O profissional conduz o cuidado.
Conhecimento clínico não é um selo publicitário. É responsabilidade.
A construção da Eita é orientada por uma psicóloga com 20 anos de experiência clínica e deve ser complementada pela participação de diferentes profissionais, pesquisadores e pessoas com experiência de cuidado.
Nenhuma trajetória individual, por mais relevante que seja, substitui diversidade de perspectivas, revisão crítica e avaliação contínua.
Estamos formando um conselho consultivo multidisciplinar.
Queremos reunir profissionais de diferentes abordagens, pesquisadores, especialistas em privacidade, ética, diversidade, segurança digital e pessoas com experiência vivida.
Tenho interesse em participar
Anaclaudia Zani é psicóloga e neurocientista (CRP 06/128106), criadora do método EITA e da EITA Mentora Virtual.
- Revisão de conteúdos
- Desenho de limites
- Treinamento
- Avaliação de casos
- Governança
Queremos conversar inclusive com quem tem críticas.
A Psicologia não deve ser chamada apenas para validar uma tecnologia pronta.
Queremos ouvir profissionais antes, durante e depois das decisões mais importantes: quais limites precisam existir, quais riscos não estamos vendo, que tipo de integração seria útil e o que jamais deveria ser automatizado.
Discordâncias fundamentadas podem tornar a Eita mais segura.
Vamos analisar seu interesse e entrar em contato com informações sobre as próximas etapas. O envio deste formulário não implica endosso público da Eita nem compromisso de participação.
Perguntas importantes merecem respostas diretas.
A Eita é uma psicóloga ou terapeuta virtual?+
Não. A Eita é uma inteligência artificial voltada à psicoeducação e à auto-observação. Ela não possui formação, registro profissional, consciência ou responsabilidade clínica e não realiza psicoterapia.
A Eita pode diagnosticar ansiedade, depressão ou outros transtornos?+
Não. A Eita não formula diagnósticos. Ela pode apresentar informações educativas sobre emoções e saúde mental, mas uma avaliação depende de profissional habilitado e de compreensão individualizada do contexto.
Uma pessoa pode usar a Eita sem fazer terapia?+
Sim, para educação emocional, reflexão e organização de experiências. Isso não significa que a ferramenta seja suficiente para todas as necessidades. Quando houver sofrimento persistente, prejuízo na vida cotidiana ou uma situação de risco, a orientação é procurar ajuda profissional.
A Eita pretende substituir psicólogos ou psiquiatras?+
Não. Sua proposta é ocupar uma função diferente: educação, registro e preparação. Vínculo terapêutico, avaliação, diagnóstico, prescrição, manejo de risco e decisões clínicas permanecem humanos.
Como a Eita pode ajudar entre sessões?+
Ela pode ajudar a pessoa a registrar o que aconteceu, conhecer conceitos, organizar dúvidas e retomar práticas previamente combinadas com seu profissional. Isso não transforma a interação em uma sessão e não significa acompanhamento profissional permanente.
O profissional terá acesso a todas as conversas?+
Não por padrão. A proposta é que a pessoa revise e escolha o que deseja compartilhar. A integração deve privilegiar resumos consentidos, e não acesso irrestrito ao histórico.
O psicólogo será obrigado a monitorar o usuário?+
Não. Utilizar uma integração com a Eita não deve criar expectativa de leitura em tempo real ou disponibilidade contínua. Os limites de acesso e uso precisam ser claros para todas as partes.
O que acontece em situações de crise?+
A Eita não realiza manejo de crise. Ela orienta a procura por ajuda humana, serviços de emergência e rede de apoio. Em risco imediato, a pessoa deve procurar um serviço de urgência ou ligar para o SAMU, no número 192.
Como os dados das conversas são protegidos?+
A Eita deve aplicar medidas reforçadas de privacidade, segurança e minimização de dados. A pessoa precisa saber o que é armazenado, por quanto tempo, para qual finalidade e com quem pode ser compartilhado.
Existe comprovação de que a Eita melhora a psicoterapia?+
Ainda não devemos fazer essa afirmação. Há estudos sobre psicoeducação, atividades entre sessões e intervenções digitais, mas resultados de outras ferramentas não podem ser atribuídos à Eita. Seus efeitos precisam ser avaliados por estudos próprios.
O CFP ou algum CRP aprova a Eita?+
Não. A Eita acompanha e utiliza publicações dessas entidades como referências para seu desenvolvimento, mas isso não representa parceria, aprovação ou endosso institucional.
Por que usar IA em vez de um diário comum?+
Um diário é um recurso valioso e pode ser suficiente para muitas pessoas. A IA acrescenta uma experiência conversacional, perguntas educativas e ajuda na organização do registro. Essa conveniência não transforma a ferramenta em profissional nem torna seu conteúdo infalível.
O futuro do cuidado não precisa escolher entre tecnologia e pessoas.
Quando os papéis estão claros, a tecnologia pode ajudar pessoas a chegar ao cuidado profissional com mais repertório, contexto, perguntas e autonomia.
A Psicologia continua no centro. A Eita se compromete a permanecer ao lado.
Eita. Psicoeducação para aproximar pessoas do cuidado.